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SEBRAE/Sítio Casa de Elena transforma quintal no Gapara em experiência de agroturismo

Elena Viegas, proprietária do Sítio Casa de Elena, apresenta produtos artesanais do empreendimento, que integra o Circuito de Agroturismo de São Luís. (Sebrae/ Divulgação)

Durante visita técnica, equipe do Sebrae acompanhou a estruturação do empreendimento, que une permacultura, alimentos artesanais e vivências ligadas à memória afetiva.

Geleia de amora preparada no fogão a lenha, frutas colhidas no quintal e uma área cercada por árvores, onde o ritmo da cidade parece ficar do lado de fora. Foi nesse cenário, no bairro Gapara, em São Luís, que a equipe do Sebrae realizou uma visita técnica ao Sítio Casa de Elena, empreendimento que integra o trabalho de estruturação do circuito agroturismo.

Propriedade de Elena Viegas, o sítio reúne produção de pães, doces, geleias e conservas, experiências gastronômicas e práticas relacionadas à permacultura, conjunto de princípios e práticas que busca criar sistemas de produção e de vida mais sustentáveis, inspirados no funcionamento da própria natureza. A proposta é fazer do próprio modo de vida no local uma experiência para o visitante.

Durante a visita, a equipe acompanhou de perto essa dinâmica. Entre árvores frutíferas e o preparo artesanal dos alimentos, Elena fez geleia de amora no fogão a lenha, uma demonstração prática do tipo de vivência que pretende oferecer aos turistas.

“A principal finalidade do Sítio Casa de Elena é resgatar as memórias afetivas, trazer as pessoas para viver uma experiência diferente, viver o comer de verdade. A gente busca fazer com que elas tenham momentos que realmente sejam reais, momentos que, futuramente, também vão ser memórias afetivas”, afirma Elena.

Do quintal para uma experiência turística

Durante a visita técnica, Elena Viegas apresenta à equipe do Sebrae os espaços e as experiências oferecidas no Sítio Casa de Elena, no bairro Gapara. (Sebrae/ Divulgação)

O sítio está entre os empreendimentos acompanhados pelo projeto de agroturismo do Sebrae. O trabalho integra uma estratégia de identificação e fortalecimento de propriedades da agricultura familiar com potencial para receber visitantes e transformar produção, conhecimentos e modos de vida em atrativos turísticos.

O processo começou com o mapeamento de empreendimentos e a identificação daqueles que apresentavam potencial para o agroturismo. A iniciativa, inicialmente concentrada em Raposa, passou a incorporar propriedades de Paço do Lumiar, São José de Ribamar e, mais recentemente, São Luís.

A partir da adesão dos empreendedores, o trabalho avançou para a formatação e estruturação do roteiro turístico, além da preparação dos negócios para a chegada dos visitantes. Também foram realizadas ações de apresentação do produto ao mercado, envolvendo agentes de viagens, agentes de turismo e guias, responsáveis por aproximar essas experiências do público consumidor.

Agora, uma das prioridades é ampliar a visibilidade do circuito no mercado regional, ao mesmo tempo em que os empreendimentos aperfeiçoam estruturas de acolhimento, espaços para vivências e a apresentação de seus processos produtivos.

Para Flor Castro, gestora de Turismo do Sebrae em São Luís, o diferencial desse tipo de experiência está justamente na conexão entre turismo, território e lembranças que fazem parte da história de muitas famílias.

“Esse turismo trabalha a ancestralidade da pessoa. Você relembra o quintal da sua avó, o quintal da sua mãe. É trabalhar a raiz do seu quintal, viver uma coisa que hoje em dia está se apagando. E a gente está cultivando isso através dessas atividades do agroturismo”, destaca.

A proposta é que a propriedade rural deixe de ser apenas um lugar de produção e também se torne espaço de convivência, aprendizado e lazer. No Sítio Casa de Elena, essa experiência pode começar pela própria colheita.

“Se a pessoa quiser fazer um suco, ela pode colher a fruta para fazer o suco. Se quiser cozinhar no fogão a lenha, ela pode. Se quiser levar uma geleia, também pode. A gente produz de forma saudável e equilibrada para que a pessoa tenha uma vivência diferente”, explica Helena.

Produção artesanal e permacultura

Durante a visita técnica, Elena Viegas apresenta à equipe do Sebrae os espaços e as experiências oferecidas no Sítio Casa de Elena, no bairro Gapara. (Sebrae/ Divulgação)

Grande parte do que chega à cozinha do sítio vem da própria propriedade ou de produtores próximos. Elena explica que a prioridade é trabalhar com ingredientes cultivados sem agrotóxicos e produzir alimentos sem corantes, conservantes ou outros aditivos químicos.

“Tudo que a gente faz é com o que o sítio produz, com produtos dos quintais vizinhos que plantam também sem veneno ou, então, a gente busca nos interiores ou com pessoas que produzem sem veneno. Essa é uma questão principal para nós”, conta.

Essa forma de produzir está ligada à permacultura. Na prática, envolve o uso responsável dos recursos naturais, o cultivo diversificado, o aproveitamento do que é produzido no próprio espaço, a redução de desperdícios e uma relação mais equilibrada entre as pessoas e o ambiente.

No Sítio Casa de Elena, esses princípios aparecem no cultivo de frutas, no aproveitamento dos alimentos produzidos no quintal, na valorização de produtores locais e no modo artesanal de preparar os produtos oferecidos aos visitantes.

“A permacultura ensina que viver da natureza, viver dos frutos da terra, é muito melhor do que viver do supermercado. A gente produz de forma bem natural, o mais natural possível, e tenta fazer com que as pessoas entendam e conheçam a permacultura”, afirma Helena.

Para a empreendedora, essa característica deve ganhar ainda mais espaço nos próximos anos, com a ampliação das experiências oferecidas no sítio.

“Agora, o nosso plano é transformar o sítio em referência da permacultura em São Luís e ampliar o projeto para que possa receber mais e mais pessoas com qualidade. A gente espera oferecer ao nosso público cada dia uma coisa melhor, sempre ter uma novidade, um diferencial”, projeta.

Conhecimento que prepara o negócio para o mercado

A construção dessa experiência também passa pela organização do empreendimento como negócio. Elena destaca que o acompanhamento do Sebrae contribuiu para etapas como precificação, embalagem, apresentação dos produtos e organização comercial.

“O Sebrae me ensinou muita coisa. Me ensinou a precificar, a deixar o produto de uma forma que a pessoa entenda o que é, com todas as informações necessárias. Dá informações de como apresentar, como precificar, como embalar, como mostrar o produto, como montar uma vitrine. Quando eu tenho alguma dúvida, estou no Sebrae, porque ele vem dando um suporte para que você chegue onde quer chegar”, afirma.

O acompanhamento técnico busca justamente combinar essas duas dimensões: preservar a identidade de cada propriedade e, ao mesmo tempo, prepará-la para receber visitantes e acessar o mercado turístico.

No Gapara, esse movimento já pode ser percebido entre os pés de frutas, os produtos artesanais e o fogo aceso no fogão a lenha. O que antes poderia ser visto apenas como um quintal produtivo passa a ganhar outra dimensão: torna-se experiência, produto turístico e possibilidade de geração de renda.

Procure o Sebrae – Para mais informações sobre as iniciativas desenvolvidas pelo Sebrae, procure a Unidade de Negócios do Sebrae em São Luís, localizada no Multicenter Negócios e Eventos, ou a Central de Atendimento, no 0800 570 0800 (telefone e WhatsApp). Acompanhe ainda os canais digitais do Sebrae no Maranhão: Instagram (@sebraemaranhao) e YouTube (https://www.youtube.com/sebraemaranhao).

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SEBRAE/Como a parceria com Portugal vai impactar o empreendedorismo e o turismo no Maranhão

Representantes do Sebrae Maranhão e da Câmara Brasil-Portugal no Maranhão durante reunião que discutiu novas oportunidades de conexão entre os dois mercados. (Sebrae/ Divulgação)

Ligação direta com Lisboa, empreendimentos portugueses e missão empresarial prevista para novembro ampliam as possibilidades de intercâmbio comercial

A partir de outubro, quem sair de São Luís rumo a Lisboa poderá atravessar o Atlântico sem escala. A nova rota da TAP Air Portugal chega acompanhada de outros movimentos que aproximam Maranhão e Portugal: investimentos no setor turístico, articulações empresariais e uma missão técnica prevista para novembro.

Esse cenário esteve no centro da reunião realizada nesta segunda-feira (24) entre representantes do Sebrae Maranhão e da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo e Serviços Brasil-Portugal. Participaram do encontro o diretor superintendente do Sebrae Maranhão, Albertino Leal; o presidente da Câmara Brasil-Portugal no Maranhão, Júlio Moreira Gomes Filho; a gerente da Unidade de Ambiente de Negócios, Larissa Leite; e o analista Luiz Fernando Ramos.

Para Albertino Leal, a nova ligação aérea pode acelerar a aproximação entre os dois mercados e abrir espaço para novas relações comerciais.

“Essa relação tende a se aperfeiçoar com os voos, que estão se iniciando no mês de outubro, e isso vai trazer uma relação comercial mais forte. Temos que preparar os nossos investidores para que esse negócio aconteça efetivamente. Temos missões sendo construídas, relações de amizade entre cidades também sendo constituídas, além de situações como a Economia do Mar, que é um tema fundamental para o Maranhão”, destacou o diretor.

Portugal amplia presença no Maranhão

O encontro reforça o potencial do Maranhão para ampliar relações econômicas e atrair novas oportunidades de intercâmbio, inovação e desenvolvimento empresarial. (Sebrae/ Divulgação)

A TAP Air Portugal inicia, em outubro de 2026, a rota direta entre São Luís e Lisboa, primeira ligação aérea internacional regular da capital maranhense com a Europa. Com a operação, o Maranhão passa a ser o sexto estado do Nordeste atendido pela companhia portuguesa.

No mesmo período, o grupo Vila Galé prevê a abertura de dois hotéis em São Luís, no antigo prédio da Casa Maranhão, no Centro Histórico. Entre eles está o Vila Galé Collection Ópera, ampliando a presença de investimentos portugueses no turismo local.

Para Júlio Moreira Gomes Filho, a relação histórica entre Maranhão e Portugal pode abrir caminho para novas conexões comerciais.

“Isso aqui é um gigante adormecido no Brasil. Existe uma ligação histórica entre Portugal e Maranhão que, além de muito forte na parte cultural, está se estreitando cada vez mais para possibilitar o estreitamento comercial entre os dois”, afirmou.

Fundada em 15 de junho de 2026, a Câmara Brasil-Portugal já desenvolve projetos em São Luís e planeja expandir a atuação para Imperatriz e outros municípios.

Outro ponto discutido foi a missão técnica a Portugal prevista para novembro. A proposta é levar empresários, industriais e microempreendedores maranhenses para conhecer o mercado português, ampliar contatos e identificar possibilidades de negócios.

A programação ainda está em construção e deve reunir atividades voltadas a serviços, intercâmbio empresarial e aproximação comercial.

Economia do Mar entra na agenda

Entre os setores com potencial para aproximar Maranhão e Portugal está a chamada Economia do Mar, que reúne atividades econômicas relacionadas aos oceanos e às zonas costeiras, como transporte marítimo, pesca, turismo, logística portuária e geração de energia.

O Maranhão possui cerca de 640 quilômetros de litoral e um complexo portuário que ocupa posição estratégica na costa brasileira. A localização do estado na Margem Equatorial amplia as possibilidades de desenvolvimento de cadeias ligadas ao ambiente marítimo e cria pontos de interesse comuns com Portugal, país com forte tradição econômica e tecnológica relacionada ao mar.

A reunião desta segunda-feira colocou esses diferentes movimentos dentro de uma mesma perspectiva: transformar uma relação histórica entre Maranhão e Portugal em uma conexão também de mercado. Com novos voos, investimentos, missões empresariais e setores econômicos em comum, a distância entre São Luís e Lisboa começa a ficar menor também para os negócios.

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CENTRO NOVO DO MARANHÃO: Natália do Júnior Garimpeiro lança candidatura a deputada estadual. POR LIMA K LIMA

Júnior Garimpeiro, Lahésio, Natália e Pedro Lucas todos pelo progresso de Centro Novo do Maranhão

Ao lado do prefeito Júnior Garimpeiro, Natália lança candidatura a deputada estadual e reúne lideranças de toda região do Alto Turi. O município de Centro Novo foi palco de uma mega caminhada/carreata que marcou o lançamento da candidatura de Natália do Júnior Garimpeiro a deputada estadual. O evento iniciou no Posto do Arnóbio e reuniu o prefeito Júnior Garimpeiro, o deputado federal e candidato a reeleição, Pedro Lucas Fernandes, o candidato ao senado Lahésio Bonfim, o vice-prefeito Moab e diversas lideranças políticas da região do Alto Turi e dos municípios localizados ao longo da BR, entre eles Santa Luzia do Paruá, Maracaçumé, Centro Novo.

Vídeos do lançamento da candidatura de Natália do Júnior Garimpeiro 

Os vídeos nos mostram a movimentação do lançamento da candidatura de Natália do Júnior Garimpeiro a deputada estadual com a presença de lideranças políticas e de vários outros candidatos que se pronunciaram e deram entrevistas a impresa presente no evento político.

Jovem candidata a deputada estadual Natália do Júnior Garimpeiro

Filha de Centro Novo e integrante de um grupo político que vem ampliando sua atuação na região, Natália destacou a emoção de colocar seu nome à disposição do Maranhão e pediu o apoio da população para construir um novo projeto político. “É muito importante para mim viver um momento como esse. Eu sou filha de Centro Novo, servidora da nossa terra, e estou feliz com o caminho que estamos construindo. No dia 4 de outubro, conto com o povo centronovense e de toda a região parae ajudarem a construir um novo Maranhão para uma nova geração. No dia 4 de outubro é 44000”, declarou Natália.

Candidato ao senado Lahésio Bonfim

Durante o evento, Lahésio Bonfim reforçou sua disposição para a disputa ao Senado e afirmou que a eleição ainda está em aberto, destacando que sua caminhada seguirá com determinação. “Tudo tem seu tempo. Eu entendi que o tempo de Deus para mim chegou, e vai ser o de senador. Não tem facilitação. A gente entende que todos os candidatos estão no jogo, estão no campo, eu estou em outro campo. Enquanto não terminar, não tem nada ganho, mas também nada está perdido. Por isso a gente não para. Vamos continuar para cima”, afirmou.

Vice-prefeito de Centro Novo do Maranhão Moab Carrias

O vice-prefeito Moab ressaltou a importância do lançamento da candidatura de Natália e destacou a força política construída pelo prefeito Júnior Garimpeiro na região. “Hoje, dando o pontapé inicial na campanha da Natália, a gente tem muito orgulho de ver uma pessoa colocando seu nome à disposição do Estado do Maranhão. É a liderança do Júnior Garimpeiro, que hoje tem assumido uma liderança muito forte nessa região. Tenho certeza de que vamos levar o nome da Natália, apresentando propostas para continuar o desenvolvimento do nosso Estado, ao lado de Pedro Lucas, ao lado de Lahésio Bonfim e de todas as nossas lideranças”, afirmou.

Prefeito de Centro Novo do Maranhão Júnior Garimpeiro

Anfitrião do evento e consolidando sua forte liderança na região, o prefeito Júnior Garimpeiro destacou a receptividade que o grupo vem encontrando junto às lideranças do Alto Turi. “Quero agradecer a Deus e a todo o povo que esteve nessa caminhada em prol da Natália. Estamos confiantes que tudo vai dar certo, em nome de Jesus. Deus é quem escreve as páginas da nossa vida e Ele quem sabe até onde a gente vai chegar. O nosso projeto é ser forte aqui no Maranhão, começando pelo nome da Natália. A gente está fazendo um bom trabalho e sendo muito bem recebido pelas nossas lideranças do Alto Turi”.

Deputado federal e candidato a reeleição Pedro Lucas

Pedro Lucas Fernandes destacou a parceria com o prefeito Júnior Garimpeiro e os investimentos realizados em Centro Novo, além de comentar sua posição sobre a disputa pelo Senado. “Centro Novo sempre é especial, e eu sou parceiro da gestão do Júnior Garimpeiro, um prefeito que tem muito trabalho aqui. Agora que nós estamos com essa parceria, temos contribuído com sua gestão, com recursos para a saúde, um novo portal, educação de qualidade e UBS”, afirmou. Sobre Lahesio Bonfim, Pedro Lucas destacou a relação política existente com o grupo, mas explicou que ainda não definiu seu segundo voto para o Senado. “Quanto ao Lahesio, é um parceiro do Júnior Garimpeiro. A gente respeita. Ainda não decidimos quem vamos apoiar para o segundo senador. Já temos a primeira, que é a Roseana, e com certeza Lahesio é um bom nome a ser estudado”, declarou.

Ao final, Pedro Lucas parabenizou as lideranças pela mobilização e destacou a importância do encontro para o fortalecimento político da região. “Todos estamos de parabéns por esse evento, por reunir tanta gente em prol desse projeto de desenvolvimento da região do Alto Turi e de todo o Maranhão”, concluiu.

O lançamento consolidou a candidatura de Natália do Garimpeiro e demonstrou a força da articulação política do grupo liderado pelo prefeito Júnior Garimpeiro, reunindo lideranças de diferentes municípios em torno de um projeto com foco no fortalecimento da região e na disputa eleitoral de 2026.

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SEBRAE/Após fechar duas vezes, empreendedora reabre loja e transforma recomeço em história de sucesso em São Luís

Raymara Marinho participou da 12ª edição da Feira do Empreendedor. (Sebrae/Divulgação)

Raymara Marinho participou da 12ª edição da Feira do Empreendedor. (Sebrae/Divulgação)

Raymara Marinho criou a Garota Solar quando se tornou mãe, em 2018, e encontrou no planejamento e na gestão o caminho para reconstruir o negócio com o apoio do Sebrae.

Quando Raymara Marinho decidiu criar a Garota Solar, negócio de bolsas e chapéus personalizados, a intenção era encontrar uma forma de continuar trabalhando depois do nascimento do filho, Isaac, e, ao mesmo tempo, acompanhar de perto os primeiros anos da criança. A loja começou de maneira simples, em 2018, vendendo produtos ligados ao universo da moda e dos acessórios.

O que começou como uma alternativa para conciliar maternidade e trabalho acabou se transformando em que, oito anos depois, ainda faz parte da vida da empreendedora. Mas o caminho até aqui não foi linear. A Garota Solar fechou as portas duas vezes antes de Raymara conseguir reconstruir a empresa com o apoio do Sebrae.

Nas primeiras tentativas, ela conta que ainda não tinha conhecimento suficiente para administrar todas as áreas de um negócio.

“As primeiras tentativas acabaram sendo interrompidas justamente por causa das dificuldades de administrar um negócio, conciliar a vida pessoal e financeira e entender que gostar do que fazemos não é suficiente para sustentar uma empresa”, conta Raymara, que participou da Feira do Empreendedor Sebrae 2026.

Cada fechamento trouxe frustração e fez a empreendedora questionar se deveria continuar. Mas havia algo que permanecia: a vontade de fazer a Garota Solar dar certo.

A decisão de recomeçar

A Garota Solar se destaca pelo artesanato de luxo. (Sebrae/Divulgação)

A Garota Solar se destaca pelo artesanato de luxo. (Sebrae/Divulgação)

Mesmo depois de fechar a loja, Raymara continuava pensando no negócio. Sentia falta do contato com as clientes, da escolha dos produtos e da possibilidade de criar novidades. Foi quando percebeu que não queria simplesmente abandonar o projeto.

“Eu tentei parar, mas sentia falta de atender, conversar com as clientes, escolher os produtos, criar coisas novas. Eu percebi que não era simplesmente uma loja que eu estava deixando para trás. Era algo que eu realmente gostava de construir”, afirma.

A terceira tentativa, no entanto, precisaria ser diferente das anteriores. Raymara entendeu que recomeçar não significava voltar ao ponto de partida e repetir os mesmos erros. Era necessário buscar conhecimento, planejar melhor e entender o negócio para além da paixão pelo que fazia.

O papel do Sebrae

Foi nesse processo que o Sebrae passou a fazer parte da trajetória da empreendedora. Com a ajuda da instituição, Raymara começou a olhar para a Garota Solar não apenas como uma loja, mas como uma empresa que precisava de planejamento e gestão.

Ela passou a buscar conhecimento sobre precificação, organização financeira, posicionamento de marca, divulgação e relacionamento com o cliente.

Uma das principais mudanças foi compreender que não bastava ter produtos para vender. Era preciso construir uma identidade para a marca e oferecer uma experiência para as clientes.

“Uma das maiores mudanças foi sair daquele pensamento de ‘eu tenho um produto para vender’ para entender que eu precisava construir uma experiência e uma identidade em torno da Garota Solar”, explica.

O aprendizado também mudou a relação da empreendedora com os números. As decisões passaram a ser tomadas com mais planejamento e atenção aos resultados do negócio.

Da maternidade ao empreendedorismo

O negócio, que nasceu de uma necessidade pessoal, acabou se tornando também uma construção profissional.

O negócio, que nasceu de uma necessidade pessoal, acabou se tornando também uma construção profissional.

A história da Garota Solar também está diretamente ligada à maternidade. Quando criou a loja, Raymara buscava uma maneira de trabalhar em casa e acompanhar o crescimento do filho. Hoje, Isaac tem oito anos — a mesma idade da empresa.

O negócio, que nasceu de uma necessidade pessoal, acabou se tornando também uma construção profissional. Ao longo dos anos, Raymara precisou aprender a lidar com erros, dificuldades financeiras, mudanças e recomeços. Os dois fechamentos fizeram parte desse processo.

Para ela, a principal diferença entre as primeiras tentativas e o momento atual está justamente no conhecimento adquirido.

A Garota Solar continua sendo resultado de uma paixão pela moda e pelos acessórios, mas agora está apoiada em planejamento, gestão e uma compreensão maior sobre o próprio negócio.

A trajetória de Raymara mostra que, no empreendedorismo, fechar uma porta nem sempre significa colocar um ponto final. Em alguns casos, pode ser o intervalo necessário para aprender, mudar a estratégia e voltar mais preparado para continuar.

Feira do Empreendedor 2026

Entre os 393 expositores da Feira do Empreendedor 2026, a Garota Solar foi uma das marcas que movimentaram o Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís. Realizada de 14 a 16 de agosto, a feira se consolidou como um verdadeiro ecossistema de inovação e conhecimento, levando orientações técnicas e atividades de capacitação, entre palestras e painéis.

“A feira foi construída para reconhecer a força dos empreendedores maranhenses, ampliar oportunidades e abrir novos caminhos para quem acredita que sempre é possível começar, avançar e crescer”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Maranhão, Celso Gonçalo.

Confira as fotos oficiais do evento no Flickr do Sebrae Maranhão:

https://www.flickr.com/photos/sebraemaranhao/albums/72177720335137056/

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SEBRAE/Levantamento inédito do Sebrae aponta avanço de startups no Maranhão

Gerson Soares, da Autoclipper, lança report sobre comunicação e distribuição durante a Set Expo 2026, em SP. (Divulgação)

Gerson Soares, da Autoclipper, lança report sobre comunicação e distribuição durante a Set Expo 2026, em SP. (Divulgação)

Sebrae Startups Report Maranhão 2026 mostra que a capital reúne 62,4% das startups do estado; Imperatriz e Balsas aparecem como principais polos regionais.

Dados inéditos do Sebrae Startups Report Maranhão 2026 revelam que São Luís se consolida como principal polo de inovação do estado. Das 471 startups ativas identificadas pelo mapeamento, 294 estão na capital, o equivalente a 62,4% do total. O levantamento, lançado na Feira do Empreendedor 2026, aponta também o avanço desses negócios no interior, impulsionado por polos regionais como Imperatriz (39 startups) e Balsas (22).

Um dos nomes por trás desses números é a Autoclipper, fundada em 2023 por Gerson Soares. Participante do programa Startup Nordeste, a plataforma usa inteligência artificial para transformar vídeos longos em cortes curtos para redes sociais e foi eleita Startup Revelação do Nordeste no Startup Awards 2025. Hoje, o negócio conecta marcas, criadores e publishers a uma rede com mais de 4 mil clipadores.

Para Gerson, o número de startups mostra o amadurecimento do ecossistema maranhense. “Falamos de 471 startups e já não dá mais para tratar como casos isolados. Existe um movimento acontecendo de verdade. O próximo passo é transformar essa quantidade em cases cada vez mais relevantes, com empresas captando, gerando emprego e mostrando que dá pra construir tecnologia de alto nível a partir daqui”, afirma ele.

Ecossistema ganha força no interior

O mapeamento apresenta um panorama do ecossistema maranhense a partir de indicadores como localização, modelos de negócio, tecnologias, maturidade, faturamento e composição societária.

Embora São Luís concentre a maior parte das startups, os dados apontam para um processo de expansão no interior. Imperatriz reúne 8,3% dos negócios e Balsas, 4,7%. São José de Ribamar, Barra do Corda, Caxias e Bacabal também aparecem entre os municípios com maior presença de startups.

Em Imperatriz, um dos destaques é a Pediddo, criada em 2024 por quatro jovens estudantes. A plataforma utiliza inteligência artificial preditiva e automação para gestão de delivery e varejo.

“Imperatriz tem um potencial imenso de crescimento. O mercado local, tradicionalmente varejista, tornou-se mais aberto a adotar tecnologias desenvolvidas na própria cidade. Esse comportamento acelera a validação e o amadurecimento das soluções locais, preparando as startups da região para escalar com maior competitividade no mercado nacional e internacional”, reflete Wendell Teixeira, criador da startup.

Tecnologia e inteligência artificial impulsionam negócios inovadores

Wendell Teixeira lidera startup Pediddo, uma das pioneiras no ecossistema de Imperatriz, alcançando destaque fora do Maranhão (Divulgação)

Wendell Teixeira lidera startup Pediddo, uma das pioneiras no ecossistema de Imperatriz, alcançando destaque fora do Maranhão (Divulgação)

O perfil das startups também revela a diversidade do ecossistema. Tecnologia da informação lidera entre os setores, com 14,4%, seguida por educação (11,7%) e saúde e bem-estar (9,1%). Impacto socioambiental e agronegócio também aparecem entre os segmentos relevantes.

O modelo B2B, voltado à oferta de soluções para outras empresas, é adotado por 41,8% das startups. Quando somado ao B2B2C, o mercado corporativo está presente na estratégia de mais de 70% dos negócios mapeados.

A inteligência artificial é a tecnologia mais utilizada, presente em 40,1% das startups. Em seguida aparecem tecnologias sustentáveis, com 29,4%, visualização de dados (21,4%), APIs (21%) e ferramentas de análise (19,5%).

O ambiente empresarial do Maranhão, com 334,2 mil empresas formais e ativas e aproximadamente 1,07 milhão de pessoas empregadas, amplia o mercado potencial para soluções em áreas como gestão, automação, logística, educação, saúde e eficiência operacional.

Perfil aponta estágios de maturidade e composição societária diversificados

Daise Rodrigues: “crescimento e fortalecimento do ecossistema maranhense de inovação traz oportunidades para quem já empreende ou deseja empreender com negócios inovadores”. (Divulgação)

Daise Rodrigues: “crescimento e fortalecimento do ecossistema maranhense de inovação traz oportunidades para quem já empreende ou deseja empreender com negócios inovadores”. (Divulgação)

O levantamento mostra ainda que o ecossistema reúne empresas em diferentes estágios. Mais de um quarto das startups (27,6%) foi fundado há mais de cinco anos, enquanto 21,9% têm entre dois e três anos e 20,2%, entre três e quatro anos. Apenas 4,2% foram criadas há menos de um ano.

As sociedades também são predominantemente enxutas: 41,2% das startups têm dois ou três sócios e 29,7% possuem apenas um fundador.

Na composição societária, mulheres estão presentes em 125 startups, o equivalente a 26,5% do total. Pessoas negras integram 124 negócios (26,3%), enquanto pessoas LGBTQIA+ estão presentes em 44 startups (9,3%) e pessoas com deficiência, em dez (2,1%).

Formalizada há um ano, a Capiboss é uma edutech, liderada por Deise Danielle Rodrigues. A empresa é uma plataforma educacional que utiliza a gamificação para criar experiências educativas que despertam o protagonismo financeiro desde a infância, alinhada às diretrizes Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

Para Deise, o crescimento do ecossistema local traz oportunidades. “Esse crescimento revela a inovação que acontece aqui no Maranhão e que está conquistando espaços antes restritos aos grandes centros. Além disso, o crescimento dá visibilidade para investidores e para a validação das ideias que estão transformando o Maranhão. Enxergo esse crescimento como uma oportunidade de criar conexões e acessar programas de apoio, mentoria e investimentos, importantes para o desenvolvimento de empresas como a Capiboss”, celebra ela.

Dados ajudam a orientar futuro do ecossistema

O Sebrae Startups Report Maranhão 2026 foi produzido pelo Observatório Sebrae Startups, plataforma que reúne e democratiza dados sobre empresas inovadoras e os agentes envolvidos em seu desenvolvimento. O levantamento busca identificar desafios e oportunidades para orientar projetos, programas de capacitação e políticas de incentivo à inovação.

Com presença crescente na capital e avanço no interior em locais estratégicos, o mapeamento mostra um ecossistema que amplia sua diversidade, incorpora novas tecnologias e cria soluções conectadas às demandas da realidade e da economia maranhense.

“O report Sebrae Startups é um instrumento muito importante para o Maranhão”, destaca César Guimarães, gerente da Unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae. Segundo ele, os dados ajudam a direcionar novos projetos e ações de apoio aos negócios inovadores.

Para Mauro Borralho de Andrade, diretor técnico do Sebrae no Maranhão, o fortalecimento do ecossistema resulta da articulação entre empreendedores, governos, universidades, centros de pesquisa e instituições de apoio.“O Maranhão ocupa uma posição estratégica no Nordeste e vem formando um ecossistema de inovação que amplia as possibilidades de desenvolvimento da economia”, completa o diretor.

O  Sebrae Startups Report Maranhão 2026 está disponível para consulta na pagina do Observatório Sebrae Startups, no link https://observatorio.sebraestartups.com.br/pt-br/estudo/sebrae-startups-report-maranhao-2026

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SEBRAE/Mais de 32 mil negócios impulsionam a economia prateada no Maranhão

Mais de 32 mil empresas no Maranhão já são comandadas por empreendedores seniores. (Sebrae/Divulgação)

Evento reuniu empreendedores, especialistas e representantes de instituições para discutir os desafios e as oportunidades da chamada economia prateada.

A experiência acumulada ao longo da vida está movimentando novos negócios, abrindo caminhos profissionais e mostrando que empreender continua sendo uma possibilidade em diferentes fases da vida. Mostrando que nunca é tarde para inovar, mais de 32 mil empresas no Maranhão já são comandadas por empreendedores com 60 anos ou mais.

Os números deram dimensão a uma discussão que ganhou espaço na Feira do Empreendedor 2026, realizada pelo Sebrae Maranhão. No domingo (16), o Futuridade 60+, etapa Nordeste, reuniu empreendedores, especialistas e representantes de instituições para discutir os desafios e as oportunidades da chamada economia prateada.

O movimento acompanha uma transformação que já aparece em todo o país. No início de 2026, o Brasil alcançou 4,5 milhões de empreendedores com mais de 60 anos, crescimento de 58,6% na última década. Esse público também representa aproximadamente 14,3% dos donos de negócios brasileiros.

Maranhão amplia participação da economia prateada

Público acompanha a programação do Futuridade 60+, realizado durante a Feira do Empreendedor 2026. (Sebrae/Divulgação)

De acordo com dados do Sebrae, no Maranhão, 32.105 empresas são vinculadas a empreendedores com 60 anos ou mais. No recorte da Economia Prateada, esses empreendimentos estão distribuídos entre 19.487 microempresas (60,7%), 8.249 MEIs (25,7%) e 4.369 empresas de pequeno porte (13,6%).

Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Maranhão, Celso Gonçalo, compreender esse cenário é essencial por dois motivos: reconhecer a dimensão econômica desse público e identificar as oportunidades que surgem a partir dele.

“Falar de economia prateada é também falar de competitividade. Esse público reúne trajetória profissional, conhecimento de mercado e redes de relacionamento. O que precisamos é reconhecer sua dimensão, compreender suas demandas e ampliar as oportunidades”, destacou Celso durante o Futuridade 60+.

Para Gilvany Isaac, gestora nacional do Programa de Empreendedorismo Sênior 60+ e do Programa Sebrae Futuridade, os números apontam para a consolidação de um ambiente cada vez mais favorável aos empreendedores 60+.

“Os números não param de crescer e desafiam uma nova economia, onde o ambiente está favorável para os negócios 60+”, reforça.

Experiência que se transforma em novos negócios

Talk show “60+ em Cena” debateu protagonismo, experiência e empreendedorismo na maturidade. (Sebrae/Divulgação)

As razões para empreender após os 60 anos são variadas. Complementar a renda, buscar autonomia, realizar sonhos antigos, socializar e manter-se ativo são motivações que se somam a um grande trunfo desse público: a capacidade de transformar bagagem de vida em diferencial competitivo.

Essa realidade aparece na trajetória de empreendedores maranhenses que participaram do encontro. Maria Aparecida Bessa, diretora-geral da Serhum Consultoria, continua à frente do negócio que construiu durante mais de três décadas em São Luís. Sua aproximação com o Sebrae começou com capacitações, entre elas o Empretec e cursos de planejamento estratégico.

Com uma trajetória reconhecida por premiações empresariais, Maria Aparecida hoje divide a condução da empresa com a filha e também compartilha conhecimentos construídos ao longo da carreira. Aos 60+, entende a maturidade como um período em que experiência, repertório e novos projetos podem caminhar juntos.

“Hoje, continuo empreendendo e vejo essa fase como um momento de muitas possibilidades. Não podemos olhar apenas para as limitações que a idade traz, mas para os sonhos e tudo o que ainda podemos realizar.” pontua Maria.

Outra história apresentada no Futuridade foi a de Vilma Cavalcante, proprietária do Sítio Cajueiro, na Raposa. Depois da aposentadoria, ela encontrou no empreendedorismo uma possibilidade de iniciar uma nova etapa profissional. Com apoio e capacitações do Sebrae, passou a ampliar seus conhecimentos sobre gestão, tecnologia e desenvolvimento de negócios.

“A nossa idade nos dá experiência, e é justamente esse aprendizado que nos fortalece. Minha mensagem é de superação: não tenha medo de começar. Ainda temos muitos sonhos, possibilidades e muito a contribuir, e podemos envelhecer de forma ativa, preparada e acreditando no que somos capazes de realizar”, ressalta Vilma.

Maturidade como ativo para o empreendedorismo

O evento contou com uma apresentação do coral Canto de Luz, formado por participantes da Universidade Integrada da Terceira Idade (UNITI) da UFMA. (Sebrae/Divulgação)

A discussão reforçou uma perspectiva que acompanha os dados. O aumento da longevidade modifica as relações com trabalho, renda, consumo e empreendedorismo. Pessoas chegam aos 60 anos com repertório profissional, redes construídas, conhecimentos específicos e possibilidade de permanecer economicamente ativas por muitos anos.

Assim, a economia prateada se apresenta como um mercado em expansão e, ao mesmo tempo, como um campo de desenvolvimento de novos empreendedores. No Maranhão, os mais de 34 mil sócios seniores já presentes nas empresas formais mostram que essa transformação está em curso.

A Feira do Empreendedor 2026 foi realizada pelo Sebrae de 14 a 16 de agosto, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís. O evento contou com correalização do Governo do Estado e do Sistema Fiema (SESI, SENAI, IEL e Federação), patrocínio da Prefeitura de São Luís, Equatorial Maranhão e Ceape, além da parceria da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomércio-MA), Sistema FAEMA/SENAR, E-commerce Brasil, Safemed, Vitalmed, Lokcenter, Renovar-se, Work Resíduos, Miniverso, Savage 98 e Aromatiz Marketing Olfativo.

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