
Raymara Marinho participou da 12ª edição da Feira do Empreendedor. (Sebrae/Divulgação)
Raymara Marinho criou a Garota Solar quando se tornou mãe, em 2018, e encontrou no planejamento e na gestão o caminho para reconstruir o negócio com o apoio do Sebrae.
Quando Raymara Marinho decidiu criar a Garota Solar, negócio de bolsas e chapéus personalizados, a intenção era encontrar uma forma de continuar trabalhando depois do nascimento do filho, Isaac, e, ao mesmo tempo, acompanhar de perto os primeiros anos da criança. A loja começou de maneira simples, em 2018, vendendo produtos ligados ao universo da moda e dos acessórios.
O que começou como uma alternativa para conciliar maternidade e trabalho acabou se transformando em que, oito anos depois, ainda faz parte da vida da empreendedora. Mas o caminho até aqui não foi linear. A Garota Solar fechou as portas duas vezes antes de Raymara conseguir reconstruir a empresa com o apoio do Sebrae.
Nas primeiras tentativas, ela conta que ainda não tinha conhecimento suficiente para administrar todas as áreas de um negócio.
“As primeiras tentativas acabaram sendo interrompidas justamente por causa das dificuldades de administrar um negócio, conciliar a vida pessoal e financeira e entender que gostar do que fazemos não é suficiente para sustentar uma empresa”, conta Raymara, que participou da Feira do Empreendedor Sebrae 2026.
Cada fechamento trouxe frustração e fez a empreendedora questionar se deveria continuar. Mas havia algo que permanecia: a vontade de fazer a Garota Solar dar certo.
A decisão de recomeçar

A Garota Solar se destaca pelo artesanato de luxo. (Sebrae/Divulgação)
Mesmo depois de fechar a loja, Raymara continuava pensando no negócio. Sentia falta do contato com as clientes, da escolha dos produtos e da possibilidade de criar novidades. Foi quando percebeu que não queria simplesmente abandonar o projeto.
“Eu tentei parar, mas sentia falta de atender, conversar com as clientes, escolher os produtos, criar coisas novas. Eu percebi que não era simplesmente uma loja que eu estava deixando para trás. Era algo que eu realmente gostava de construir”, afirma.
A terceira tentativa, no entanto, precisaria ser diferente das anteriores. Raymara entendeu que recomeçar não significava voltar ao ponto de partida e repetir os mesmos erros. Era necessário buscar conhecimento, planejar melhor e entender o negócio para além da paixão pelo que fazia.
O papel do Sebrae
Foi nesse processo que o Sebrae passou a fazer parte da trajetória da empreendedora. Com a ajuda da instituição, Raymara começou a olhar para a Garota Solar não apenas como uma loja, mas como uma empresa que precisava de planejamento e gestão.
Ela passou a buscar conhecimento sobre precificação, organização financeira, posicionamento de marca, divulgação e relacionamento com o cliente.
Uma das principais mudanças foi compreender que não bastava ter produtos para vender. Era preciso construir uma identidade para a marca e oferecer uma experiência para as clientes.
“Uma das maiores mudanças foi sair daquele pensamento de ‘eu tenho um produto para vender’ para entender que eu precisava construir uma experiência e uma identidade em torno da Garota Solar”, explica.
O aprendizado também mudou a relação da empreendedora com os números. As decisões passaram a ser tomadas com mais planejamento e atenção aos resultados do negócio.
Da maternidade ao empreendedorismo

O negócio, que nasceu de uma necessidade pessoal, acabou se tornando também uma construção profissional.
A história da Garota Solar também está diretamente ligada à maternidade. Quando criou a loja, Raymara buscava uma maneira de trabalhar em casa e acompanhar o crescimento do filho. Hoje, Isaac tem oito anos — a mesma idade da empresa.
O negócio, que nasceu de uma necessidade pessoal, acabou se tornando também uma construção profissional. Ao longo dos anos, Raymara precisou aprender a lidar com erros, dificuldades financeiras, mudanças e recomeços. Os dois fechamentos fizeram parte desse processo.
Para ela, a principal diferença entre as primeiras tentativas e o momento atual está justamente no conhecimento adquirido.
A Garota Solar continua sendo resultado de uma paixão pela moda e pelos acessórios, mas agora está apoiada em planejamento, gestão e uma compreensão maior sobre o próprio negócio.
A trajetória de Raymara mostra que, no empreendedorismo, fechar uma porta nem sempre significa colocar um ponto final. Em alguns casos, pode ser o intervalo necessário para aprender, mudar a estratégia e voltar mais preparado para continuar.
Feira do Empreendedor 2026
Entre os 393 expositores da Feira do Empreendedor 2026, a Garota Solar foi uma das marcas que movimentaram o Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís. Realizada de 14 a 16 de agosto, a feira se consolidou como um verdadeiro ecossistema de inovação e conhecimento, levando orientações técnicas e atividades de capacitação, entre palestras e painéis.
“A feira foi construída para reconhecer a força dos empreendedores maranhenses, ampliar oportunidades e abrir novos caminhos para quem acredita que sempre é possível começar, avançar e crescer”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Maranhão, Celso Gonçalo.
Confira as fotos oficiais do evento no Flickr do Sebrae Maranhão:
https://www.flickr.com/photos/sebraemaranhao/albums/72177720335137056/

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